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Perguntas Frequentes

Posso armazenar meus arquivos na nuvem?

Sim. O serviço de armazenamento de arquivos é oferecido pelo Drive UFSCar. Leia mais na seção de Serviços.


Qual o público-alvo da Cloud UFSCar?

Diferentes serviços da Cloud UFSCar possuem públicos-alvo distintos.

O Drive UFSCar é voltado ao usuário final, abrangendo toda a comunidade de servidores (tanto docentes como técnico-administrativos) da UFSCar.

O Serviço de Computação sob Demanda é voltado para pesquisadores e grupos de pesquisa que detenham conhecimento técnico à respeito da operação de sistemas Linux.


Para que serve o Serviço de Computação sob Demanda?

O Serviço de Computação sob Demanda permite ao usuário criar e gerenciar suas próprias máquinas virtuais dentro da infraestrutura de nuvem da UFSCar. Os recursos de rede e armazenamento atrelados a essas máquinas virtuais também são gerenciados diretamente pelo usuário.

As máquinas virtuais podem ser utilizadas para diversas finalidades, desde cálculo e processamento de dados com algoritmos paralelos, para apoiar pesquisas em diversas áreas do conhecimento, até aplicações mais específicas, como experimentação de serviços de rede e de arquiteturas de software distribuídas.


Qual a diferença entre uma máquina virtual na nuvem e uma máquina virtual convencional?

O ambiente de nuvem é self-service, ou seja, permite que o próprio usuário crie, configure e destrua as máquinas virtuais como convier, o que possibilita uma maior liberdade de experimentação. A nuvem também permite um maior grau de compartilhamento de recursos, pois se bem utilizada, ou seja, se o usuário excluir máquinas virtuais, redes e recursos de armazenamento que estejam ociosos em determinado momento, a infraestrutura ficará ocupada somente durante o período que estiver de fato em uso.


Preciso desligar minhas máquinas virtuais quando elas não estiverem em uso?

Sim. Economizar recursos computacionais equivale a economizar energia, o que é importante para a UFSCar e também para o meio ambiente.

Cada projeto de pesquisa recebe direito a uma determinada quantidade de horas de uso de processamento (vCPU×hora) e de memória (GB×hora) da nuvem. Caso as máquinas virtuais não sejam desligadas, essas horas serão consumidas desnecessariamente. O usuário deve atentar-se a isso, pois esse desperdício pode levar à falta de recursos para a concretização do projeto de pesquisa.


Preciso apagar discos virtuais que não estejam mais em uso?

Sim. Além do custo dos discos, garantir a integridade e a disponibilidade dos dados implica em manter ligado um cluster de armazenamento, o que também gera gastos de energia.

Portanto, o usuário deve apagar discos virtuais que não precisem mais ser acessados. Além disso, não se deve desperdiçar espaço dos contêineres de objetos (swift), nem manter um número excessivo de snapshots e backups dos discos virtuais.

Todo uso de armazenamento persistente é contabilizado, e cada projeto de pesquisa recebe direito a uma determinada quantidade em GB×hora.


A SIn realiza backup dos discos virtuais e do armazenamento de objetos da nuvem?

Não. O usuário é responsável por gerenciar seus próprios backups. A Cloud UFSCar não conta com nenhum tipo de backup automatizado, nem backup de rotina, nem backup contra desastres.

O próprio usuário pode realizar backup de seus discos virtuais por meio de uma opção disponível no painel de controle do OpenStack. Esses backups são armazenados em três réplicas distintas no componente de armazenamento de objetos (swift), o que garante tolerância no caso de falha em um dos discos rígidos.

No entanto, os discos utilizados para armazenamento de objetos estão localizados na própria infraestrutura da nuvem, o que não garante a persistência desses backups em caso de desastres ou de falhas generalizadas de hardware ou de software. Portanto, recomendamos que o usuário sempre efetue um backup dos dados mais críticos fora da nuvem.


Preciso de um IP flutuante para me conectar às máquinas virtuais da nuvem?

Não. Toda máquina virtual criada na nuvem recebe, por padrão, um endereço IPv6. A rede da UFSCar é compatível com o protocolo IPv6, portanto essas máquinas podem ser acessadas sem qualquer dificuldade de dentro da UFSCar.

Infelizmente, ainda nem todos os provedores de acesso à Internet adequaram-se ao IPv6. Isso pode gerar dificuldades para acessar as máquinas virtuais a partir de provedores que suportem somente o antigo protocolo IPv4. No entanto, não temos condições de fornecer um endereço IPv4 publicamente acessível para cada máquina virtual, pois esse é um recurso escasso. Existem poucos endereços IPv4 restantes no mundo.

Para suprir essa necessidade, oferecemos para cada projeto um endereço IPv4 flutuante, que pode ser atribuído pelo usuário a uma das máquinas virtuais. Caso o usuário esteja em uma rede que não suporte IPv6, ele pode conectar-se à máquina virtual para a qual o IP flutuante foi atribuído, e a partir dela conectar-se às outras máquinas do projeto por meio da rede interna.


Utilizo um determinado software como ferramenta em minha pesquisa. Ele executará mais rápido na nuvem que em meu computador de mesa?

Apenas se o software utilizar algoritmos paralelos. Caso contrário, provavelmente ele executará mais rápido em um computador de mesa do que na nuvem.

Além de empregar algoritmos paralelos, o software precisa ter sido desenvolvido em um paradigma que mapeie bem para a arquitetura de nuvem. Se o software houver sido desenvolvido de acordo com o paradigma map-reduce (e.g. Hadoop) ou o paradigma de troca de mensagens (e.g. MPI), há grandes chances de obter bastante ganho de desempenho ao executá-lo na nuvem.

Software paralelo desenvolvido de acordo com o paradigma de memória compartilhada (e.g. OpenMP) não é bom candidato a ser executado na arquitetura convencional de uma nuvem. Para executar esse tipo de software, possuímos um fat node de 96 vCPUs e 1 TB de RAM alocado dentro da estrutura da nuvem. No entanto, dispomos de uma única máquina com essas características, o que implica em uma maior disputa pelo uso desse recurso.


Quais as características da rede de interconexão da nuvem?

A rede de interconexão da nuvem é formada por um enlace agregado de duas interfaces Ethernet de 10 Gbps em cada máquina física. Máquinas de um mesmo rack são conectadas por meio de um mesmo switch, podendo atingir até 20 Gbps de largura de banda dependendo do MTU e de outras características do tráfego.

Racks distintos são conectados por um enlace de 40 Gbps, ou seja, a largura de banda entre máquinas de racks distintos pode ser limitada em momentos de pico, quando outros usuários da nuvem estiverem gerando muito tráfego.

A latência de comunicação também pode ser degradada nos momentos de pico, pois a rede das máquinas virtuais é conectada a bridges implementadas em software (Linux Bridge). Portanto, prefira sempre implementar software paralelo de maneira insensível a latência, por exemplo utilizando map-reduce ou troca de mensagens assíncrona.


Como posso garantir que minhas máquinas virtuais sejam alocadas no mesmo rack?

Basta selecionar sempre a mesma zona de disponibilidade ao criar as máquinas virtuais. Cada rack distinto é mapeado em uma zona de disponibilidade diferente, por exemplo, scl-01 para o primeiro rack de São Carlos, scl-02 para o segundo, e assim por diante.


A nuvem garante alta disponibilidade das máquinas virtuais?

Dentro da filosofia de redução de custos de uma nuvem, manter alta disponibilidade é responsabilidade do software que é executado dentro da nuvem, e não da infraestrutura. Serviços que a SIn fornece fazendo uso da infraestrutura da nuvem, como o Drive UFSCar, implementam essa alta disponibilidade distribuindo máquinas virtuais em máquinas físicas distintas, em diferentes zonas de disponibilidade. Desta forma, caso ocorra uma falha de hardware ou do sistema operacional hospedeiro, existirá outra máquina virtual pronta para assumir o controle.

No entanto, vale ressaltar que a probabilidade de ocorrer uma falha que cause o desligamento de uma máquina virtual na nuvem é muito menor que em servidores localizados fora da infraestrutura de data center da SIn. Isso porque contamos com gerador a diesel, no-breaks e fontes de alimentação redundantes nos servidores e switches.